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Sociedade do século 21

sábado, 8 de março de 2008

Mapa Conceptual


Publicada por José Filipe Cruz à(s) 02:53 1 comentário:
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PROVOCANDO MUDANÇAS NO CURRÍCULO ATRAVÉS DAS TIC

1 O CONTEXTO EDUCACIONAL DE CIÊNCIAS NO REINO UNIDO
Os avanços das Ciências e Tecnologias têm trazido contribuições para diversas áreas,
e com isso, mostra-se um campo de estudo promissor com um mercado de trabalho atrativo.
Entretanto, nas últimas décadas, o número de alunos interessados em Ciências Naturais tem
se reduzido drasticamente no Reino Unido; tanto no ensino médio, quanto superior. A
porcentagem de alunos interessados, principalmente por Química e Física, é muito baixa
(SMITHERS, 1997).
No Reino Unido, durante os dois últimos anos que antecedem a graduação, os alunos
podem optar pelas disciplinas desejadas de acordo com a carreira que pretendem seguir na

Universidade. Na década de 90, segundo dados estatísticos (tabela 1), apenas cerca de 6%
dos alunos escolheram Física ou Química na sua grade curricular.
Tabela 1 – Número de estudantes que optam por disciplinas na área de ciências

Conforme o Centro para Educação de Ciências da Universidade de Sheffield, o
currículo é um dos principais motivos da falta de interesse dos alunos na década de 80 e
90. O currículo se manteve no passado, apresentando Ciências como um conjunto de
conhecimentos desvinculado de valores, desarticulado do contexto histórico-social atual,
uma sucessão de fatos a serem aprendidos sem conexão com o mundo dos aprendizes.
Nesse período, novos materiais educacionais de ciências surgiram (CDs, simuladores,
livros eletrônicos, websites etc.), os laboratórios também se aprimoraram com tecnologia
mais sofisticada; porém, o conteúdo em Ciências se estagnou no tempo, ainda é
basicamente o mesmo. Além disso, a metodologia utilizada para aprendizagem em muitas
escolas gira em torno da memorização de teorias, fórmulas, reações e fenômenos. É
necessário romper também com as abordagens antigas da avaliação baseada em aspectos
quantitativos onde avaliar significa “medir” a quantidade de informação que o aluno
lembra.
Desse modo, nesses últimos anos, tem sido fundamental reconstruir o currículo
trazendo novas metodologias e estratégias de aprendizagem.
Se os alunos não se envolvem com aprendizado de ciências do ensino básico ao
ensino médio, perdem uma oportunidade rica na qual poderiam desenvolver melhor
algumas habilidades importantes relacionadas à investigação científica:
• percepção do mundo ao seu redor;
• observação e coleta de evidências;
• organização e análise de informações;
• articulação entre teoria e prática;
• desenvolvimento do pensamento crítico;
• conexão do processo científico com seu cotidiano;
• construção de novos conhecimentos com sentido e significado;
Além disso, esses alunos como adultos, após deixarem a escola, não conseguem
compreender sob a ótica científica o mundo que é dominado pela Ciência e Tecnologia. Um
contexto no qual é fundamental ser compreendido antes de tomar decisões que afetam suas
vidas.


Revista E-Curriculum, ISSN 1809-3876, v. 1, n. 2, junho de 2006.
http://www.pucsp.br/ecurriculum

Blogues em contexto escolar



"o blog enquanto ferramenta é a evolução natural das diversas técnicas e tecnologias que, a ritmo alucinante, marcaram a última década na informática pessoal. É a síntese mais perfeita – e cujo aperfeiçoamento continua! – daquilo que de mais revolucionário a Internet e as Tecnologias de Informação nos deram: a liberdade de nos exprimirmos e obtermos resposta.”Querido, Paulo e Ene, Luís: “Blogs”; Centro Atlântico; 2003


Blog é uma abreviatura das palavras inglesas web (rede) e log (diário de bordo onde os navegadores registavam os eventos das viagens, principalmente ligados ao clima), ou seja, weblog. Web representa a World Wide Web e log os registos escritos (ou outros formatos mais modernos). Em Portugal, o termo foi adaptado para “Blogue”. Assim, podemos considerar que um blogue é um “diário virtual”, frequentemente actualizado, em que há um registo cronológico associado. Esta ferramenta é bastante versátil pois podem ser disponibilizados vários tipos de conteúdos (imagens, factos, opiniões, etc.), com os quais os leitores têm a possibilidade de interagir. O que difere um blogue de uma página pessoal é a interactividade.Quem visita um blogue pode, sob a forma de comentários, emitir opiniões ficando estes agregados à entrada a que respeitam, a menos que o(s) autor(es) não o permitam. Outra vantagem dos blogues é que estes podem ser individuais, ou podem ser geridos por um grupo de pessoas com interesses comuns. O processo de criação de um blogue é bastante simples e rápido, qualquer pessoa que disponha de acesso à Internet, saiba ler, escrever e manipular um rato, um teclado e um browser pode ter o seu blogue. Na maioria dos casos, estes serviços são gratuitos e oferecem todas as funcionalidades de que se precisa a um nível mais básico. Estes são alguns dos serviços de alojamento mais populares em Portugal: Blogger: www.blogspot.com; Weblog.com.pt: www.weblog.com.pt; Blogs do Sapo: www.blogs.sapo.pt; Blog.pt: www.blog.com. Em contexto escolar, os blogues são mais uma ferramenta que os professores podem usar para motivar os alunos para as novas tecnologias, promovendo a multidisciplinaridade e a comunicação. Esta pode ser utilizada como estratégia de ensino, possibilitando a criação de situações que desenvolvam, em sala de aula, o convívio e o gosto pela leitura e pela escrita. Através de um Blog, é possível criar comunidades em que os alunos e/ou professores partilhem opiniões, troquem ideias, construam um projecto, mostrem o desenvolvimento de determinada actividade, etc. Em baixo, são apresentadas algumas propostas de actividades com recurso aos blogues que, com alguma facilidade, podem ser implementadas em contexto escolar:
- Criação de um diário de turma electrónico: registo/descrição dos acontecimentos vividos em sala de aula ou sumário das aprendizagens realizadas pelos alunos.
- Registo da evolução de um projecto escolar (imagens e/ou registo escrito): a comunidade educativa (alunos de outras turmas ou escolas, encarregados de educação, etc.) pode ser convidada a participar, comentar ou sugerir algo.
- Redacção de situções problemáticas quer pelos alunos, quer pelo professor sendo a sua resolução realizada pelos restantes membros da turma.
- Escrita criativa com a contribuição de todos os alunos da turma, da escola ou com a participação de outros estabelecimentos de ensino.
Estes são apenas alguns exemplos de como os blogues podem ser utilizados em sala de aula. Mas cabe a cada professor, avaliar o utilidade desta ferramenta e adequá-la à sua realidade educativa.Lurdes Moreira

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Formação de Professores para Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação

Considerando a educação inserida no contexto histórico e social, permeada por
questões econômicas, políticas, culturais e sociais, sabe-se sobre o seu poder de
contribuir para a transformação das estruturas societárias. Sob este prisma, a educação,
e, por conseguinte, a docência, precisam ser entendidas como uma produção histórica e
socialmente produzida. Diante das rápidas transformações por que passa a sociedade
brasileira, com influência direta sobre a educação, está ocorrendo acelerado crescimento
de demanda da escolarização básica. A década de 1990 reflete bem o delineamento para
promover a ampliação das oportunidades de estudo nos diversos níveis da educação
básica, fato que desencadeou, também, a ampliação do acesso ao nível superior de
ensino. A partir da promulgação da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB
9.394/96, tornou-se, acentuada a discussão da formação em nível superior dos
profissionais da educação.
Entretanto, as políticas de formação de professores merecem particular atenção,
porquanto seu crescimento não tem sido acompanhado em quantidade e em qualidade
pelo ensino superior público (LISITA, 2001). Formar professores tem se constituído
desafio sem precedentes e o modelo de formação construído historicamente mostrou-se
insuficiente para dar conta da compreensão dos problemas concretos da prática
pedagógica.
Por outro lado, entender a formação de professores na perspectiva das TIC,
requer análise cuidadosa acerca dos delineamentos requeridos para a formação inicial e
continuada dos educadores. Geralmente, a superficialidade dos cursos perante os
desafios da contemporaneidade, desarticulados do contexto histórico-social,
impossibilita aos formandos imprimir intencionalidade à prática.

TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: LIMITES NA

Introdução

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) assumem papel relevante na
vida societária, merecedor de investigação, a fim de se perceber sua influência e
incorporação nos processos pedagógicos. Seu poder multiplicador e aplicabilidade às
tarefas humanas, desde o lar, indústria e comércio, até a pesquisa e o ensino,
contribuíram, de forma significativa, para a constituição do pensamento hegemônico de
que as tecnologias são essenciais à vida moderna. Contudo, os aparatos tecnológicos
devem ser discutidos com base em princípios morais e éticos, em que o ser humano seja
sujeito e utilize as tecnologias para facilitar sua vida e a dos semelhantes.
Neste trabalho, apresentamos os resultados da pesquisa que realizamos cujo
objetivo central foi analisar a formação e a prática dos professores do ensino médio
quanto ao desenvolvimento do trabalho com as tecnologias de informação e
comunicação na escola.
Concordamos com Sancho (2001) de que tecnologia é um conjunto de
conhecimentos que permite nossa intervenção no mundo, compreendendo ferramentas
físicas, instrumentos psíquicos ou simbólicos, sociais ou organizadores. Trata-se de um
saber fazer, alimentado da experiência, da tradição, da reflexão e das contribuições das
diferentes áreas do conhecimento. As TIC, em particular, são tecnologias que
possibilitam a veiculação da informação e da comunicação com rapidez, dinamismo,
com difusão de imagem e som. Reconhecemos o papel de outras tecnologias, como o
rádio, o videocassete, a televisão etc., porém, limitamos nosso trabalho às TIC mais
recentes, como o computador e a internet.